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Aeradores Mecânicos no Tratamento Biológico

  • Foto do escritor: Equipe Água e Efluentes
    Equipe Água e Efluentes
  • 14 de ago.
  • 2 min de leitura

Os aeradores mecânicos têm como função fornecer oxigênio aos microrganismos aeróbios responsáveis pela degradação da matéria orgânica em sistemas de tratamento biológico de efluentes. 


Além da transferência de oxigênio do ar atmosférico para o meio líquido, esses equipamentos mantêm a homogeneização do tanque, evitando a sedimentação de sólidos e a formação de zonas anaeróbias. 


O oxigênio dissolvido deve ser mantido tipicamente entre 1,5 e 3,0 mg/L para assegurar a atividade biológica. São utilizados em processos de lodos ativados, lagoas aeradas, reatores em batelada (SBR), valos de oxidação, digestão aeróbia de lodos, nitrificação e tanques de equalização.


A classificação dos aeradores mecânicos divide-se em superficiais e submersos. Entre os superficiais (fixos ou flutuantes), destacam-se os de alta rotação (sem redutor, motor acoplado diretamente à hélice, operando entre 800 e 1200 rpm) e os de baixa rotação (com redutor, entre 30 e 90 rpm). 


Os de baixa rotação apresentam maior eficiência de transferência de oxigênio por kWh, tipicamente entre 1,8 e 2,5 kg O₂/kWh, contra 1,2 a 1,8 kg O₂/kWh dos de alta rotação. Em termos de SOTE (eficiência padrão de transferência de oxigênio), os aeradores superficiais variam de 10% a 20%. 


Já os aeradores submersos atuam abaixo da superfície, aspirando ar atmosférico ou injetando-o por hélices mergulhadas, com eficiência entre 1,5 e 2,2 kg O₂/kWh.


Quanto ao padrão de fluxo, há os de fluxo ascendente (tipo chafariz, que lançam o efluente para cima em forma de spray) e os de fluxo descendente (que impulsionam o líquido para baixo, gerando circulação vertical e maior contato ar-água na superfície). 


Os aeradores hiperbólicos, por sua vez, são projetados para tanques com mais de 5 metros de profundidade, combinando alta transferência de oxigênio com mistura intensiva.


Em comparação com a aeração por ar difuso de bolha fina, que alcança 2,5 a 6,5 kg O₂/kWh,, os aeradores mecânicos são menos eficientes do ponto de vista energético. Contudo, oferecem vantagens objetivas: 


- instalação mais simples, sem necessidade de sopradores, tubulações de ar ou rede de difusores; 

- manutenção acessível sem esvaziar o tanque; 

- menor custo inicial (CAPEX); 

- toleram melhor efluentes com sólidos, fibras e gorduras que podem obstruir difusores.


São mais recomendados em lagoas aeradas, tanques rasos (2 a 4 m de profundidade), obras de retrofit e situações em que a simplicidade operacional e o custo inicial são prioridades sobre a eficiência energética máxima.


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