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Conheça o caso de contaminação de Toms River


O caso de contaminação química de Toms River, em Nova Jersey (EUA), é um exemplo impressionante dos efeitos devastadores da poluição industrial na saúde pública e no meio ambiente. Em meados do século XX, uma empresa de fabricação de produtos químicos, chamada Ciba-Geigy, despejou produtos químicos perigosos em valas abertas de Toms River, causando poluição generalizada das águas subterrâneas e problemas de saúde para os moradores.


Um dos produtos mais perigosos, descartados ao longo de vários anos em local impróprio, eram grupos de dioxinas que são cancerígenas. Durante décadas, os produtos químicos penetraram nas águas subterrâneas, contaminando a água potável de milhares de residentes. A poluição só foi descoberta em 1983, quando um estudo do estado de Nova Jersey encontrou níveis elevados de incidências de câncer em Toms River.


A investigação da contaminação foi um processo longo e complexo. Apesar das fortes evidências da poluição, a Ciba-Geigy inicialmente negou a responsabilidade e tentou minimizar a gravidade da contaminação. No entanto, o estado de Nova Jersey continuou a investigar e eventualmente levou a empresa ao tribunal em um esforço para responsabilizá-la pela poluição.


Em 1997, a Ciba-Geigy e sua empresa sucessora, a Novartis, concordaram em fazer um acordo com o estado de Nova Jersey, que incluía financiamento para um estudo sobre o câncer e a construção de uma estação de tratamento de água para tratar e reinjetar as águas subterrâneas contaminadas. O acordo também exigia que a empresa pagasse exames de saúde para os residentes afetados e realizasse monitoramento contínuo das águas subterrâneas, com poços instalados em pontos estratégicos ao longo da pluma de contaminação.


O caso de contaminação química de Toms River teve muitos efeitos, não apenas nos residentes de Toms River, mas também na indústria química como um todo. O caso serviu como um alerta para os perigos do descarte de produtos químicos tóxicos e a necessidade de fortes regulamentações ambientais. Também destacou a importância de monitorar e fazer cumprir essas regulamentações para proteger a saúde pública e o meio ambiente.


Muitas das restrições e controles exigidos pelos órgãos ambientais, que hoje estão em vigor, se originaram no final dos anos 80 e início dos 90 em consequência dos vários estudos e conclusões que casos como o de Toms River geraram. As práticas utilizadas na indústria foram obrigadas a evoluir, tendo como consequência positiva desta demanda o surgimento de novas tecnologias de depuração e de controle, além da adoção de novos materiais menos nocivos.


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