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De Coloide a Floco - Desvendando os 4 Mecanismos Principais de Coagulação no Tratamento de Água e Efluentes

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

A água bruta contém partículas coloidais, de dimensões que variam de nanômetros a micrômetros, e que permanecem em suspensão estável porque possuem carga elétrica superficial negativa. 


Essa carga gera repulsão entre as partículas, impedindo que se agreguem e sedimentem. A coagulação é o processo que quebra essa estabilidade. Existem quatro mecanismos principais pelos quais isso ocorre:


1. ADSORÇÃO E NEUTRALIZAÇÃO DE CARGAS


Os íons positivos (cátions) do coagulante, como Al3+ e Fe3+, e espécies hidrolisadas carregadas positivamente, são adsorvidos diretamente na superfície dos coloides, neutralizando sua carga negativa. Com a redução da repulsão, as partículas se aproximam e formam agregados. Deve-se ter atenção, pois a superdosagem pode inverter a carga superficial, reestabilizando os coloides e prejudicando o processo.


Coagulantes: Sulfato de Alumínio [Al₂(SO₄)₃], Cloreto Férrico (FeCl₃), Policloreto de Alumínio (PAC), polímeros naturais (tanino e quitosana, por exemplo), entre outros.


2. VARREDURA


Com dosagens elevadas de coagulante metálico, e pH ideal, ocorre uma precipitação maciça de hidróxidos, como Al(OH)₃ ou Fe(OH)₃, que "varre" os coloides ao longo da sedimentação, aprisionando-os na estrutura do precipitado. Os flocos formados são grandes, densos e com alta velocidade de sedimentação.


Coagulantes: Sulfato de Alumínio, PAC, Cloreto Férrico, entre outros. Pode ser necessária a aplicação de alcalinizantes para ajuste de pH, como Cal ou Barrilha.


3. ADSORÇÃO E FORMAÇÃO DE PONTES


Polímeros de cadeia longa são adsorvidos simultaneamente por duas ou mais partículas coloidais, formando "pontes" que as interligam. O entrelaçamento dessas pontes resulta em flocos maiores e mais resistentes, adequados para remoção por decantação.


Coagulantes: Polímeros sintéticos (catiônicos, aniônicos ou não-iônicos), geralmente aplicados como auxiliares de coagulação, e polímeros naturais.


4. COMPRESSÃO DA DUPLA CAMADA ELÉTRICA


Cada partícula coloidal é envolvida por uma dupla camada de íons: uma camada interna compacta (Stern) e uma camada difusa externa. Essa estrutura gera o potencial zeta, que mede a intensidade da repulsão entre partículas. Ao adicionar eletrólitos à água, os contra-íons (cátions, se a partícula possuir carga negativa) comprimem essa camada difusa, reduzindo o potencial zeta e permitindo a aproximação das partículas.


Coagulantes: Sais metálicos, como Sulfato de Alumínio e Cloreto Férrico, e eletrólitos simples, como Cloreto de Sódio ou Cálcio.


Na prática, os mecanismos raramente atuam de forma isolada. A dosagem de coagulante, o pH e as características da água bruta determinam qual mecanismo predomina. A construção do diagrama de coagulação é a ferramenta mais confiável para essa definição.


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