top of page

Espuma em Chorume de Aterro Sanitário: Causas, Problemas e Soluções

Foto do escritor: Equipe Água e Efluentes
Equipe Água e Efluentes
há 1 hora
2 min de leitura

O chorume (lixiviado) é formado pela decomposição dos resíduos e pela infiltração de chuva nos aterros sanitários. É um efluente complexo e variável, com alta carga orgânica, nitrogênio amoniacal e surfactantes, e a espuma é um dos transtornos mais recorrentes nas ETEs que o tratam, comprometendo a eficiência do tratamento.

ONDE A ESPUMA APARECE


A espuma surge principalmente nas etapas que possuem agitação ou aeração: equalização, lodos ativados, SBR, MBR, MBBR, lagoas aeradas, digestores anaeróbios, entre outros. A ocorrência depende da composição do chorume e das condições operacionais.


CAUSAS


- Espuma química: surfactantes (detergentes), ácidos graxos, proteínas, óleos e substâncias húmicas reduzem a tensão superficial do líquido e estabilizam as bolhas de ar; é frágil e se dispersa com facilidade.


- Espuma biológica: bactérias filamentosas hidrofóbicas aderem às bolhas e formam camada espessa e persistente, favorecida por baixa relação F/M, deficiência de fósforo e idade do lodo elevada.


- A aeração intensa fornece o ar que sustenta as bolhas.


PROBLEMAS


- Redução da transferência de oxigênio, prejudicando a degradação da matéria orgânica e a nitrificação, com maior consumo de energia.

- Arraste de sólidos e perda de biomassa, com queda na eficiência de remoção de DQO e nitrogênio e piora do efluente final.

- Transbordamento de tanques, com riscos de queda, contato ocupacional e odores.

- Obstrução de sensores, tubulações e difusores, elevando custos de limpeza e manutenção.

- Em MBR, acelera a incrustação (fouling) das membranas; em digestores, danifica equipamentos e reduz a produção de biogás.


SOLUÇÕES


- Diagnóstico: distinguir a espuma química da biológica por microscopia do lodo, verificando F/M, oxigênio dissolvido, nutrientes e idade do lodo.

- Controle operacional: ajustar a idade do lodo (descarte de excedente), corrigir nutrientes, evitar choques de carga e controlar a aeração.

- Medidas físicas: remoção superficial, aspersão de água e quebra-espumas mecânicos.

- Antiespumante: alternativa mais usada para abatimento rápido. É recomendado utilizar produtos de empresas que fornecem suporte para a escolha do tipo de antiespumante mais adequado e otimização de dosagem.

- Monitoramento contínuo da espuma e dos parâmetros operacionais, tratando a causa e não apenas o sintoma.


GR Water Solutions conta com antiespumantes à base de água, óleo e silicone, desenvolvidos para diferentes tipos de processos e características de efluentes, permitindo a escolha da solução mais adequada para cada aplicação.


Entre em contato com a GR e descubra qual antiespumante é mais indicado para o seu processo: grwatersolutions.com.br

Comentários


bottom of page