A Fluoretação da Água de Abastecimento Púbico
- Equipe Água e Efluentes

- há 13 horas
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A fluoretação da água de abastecimento público consiste na adição controlada de compostos de flúor à água tratada, elevando sua concentração a níveis predeterminados para o controle da cárie dentária. Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das medidas de saúde pública mais efetivas, destaca-se pela abrangência, segurança, baixo custo e facilidade de administração, beneficiando toda a população atendida pelo sistema.
O mecanismo de ação do flúor ocorre principalmente de forma tópica: em contato frequente com os dentes, o íon favorece a remineralização do esmalte e reduz a perda mineral causada pelos ácidos bacterianos. Segundo o CDC dos Estados Unidos, a água fluoretada apresenta poder preventivo de 40% a 70% em crianças e redução de 40% a 60% na perda dentária em adultos. A Funasa relata redução de 50% a 65% na prevalência de cárie após dez anos de exposição, com redução geral em torno de 50%.
No mundo, a primeira experiência ocorreu em 1945, em Grand Rapids, Michigan (EUA), com queda de aproximadamente 50% na incidência de cáries. Em 1982, a OMS, a Federação Dentária Internacional e a Fundação Kellogg reafirmaram a fluoretação como medida ideal de saúde pública para países com sistemas de tratamento de água.
No Brasil, o primeiro sistema foi implantado em 1953, em Baixo Guandu (ES), pela Fundação Serviços de Saúde Pública. A obrigatoriedade nacional veio com a Lei Federal nº 6.050, de 24 de maio de 1974, que determina a fluoretação em sistemas públicos com ETA, regulamentada pelo Decreto nº 76.872/1975 e pela Portaria nº 635/1975. Atualmente, a Portaria GM/MS nº 888/2021 estabelece o valor máximo permitido de 1,5 mg/L de fluoreto.
Nas ETAs, os compostos mais utilizados são o Ácido Fluossilícico (H₂SiF₆), líquido e mais empregado no país pela facilidade de dosagem, e o Fluossilicato de Sódio (Na₂SiF₆), em pó. A escolha depende de infraestrutura, custo e logística.
O monitoramento contínuo é indispensável: dosagens insuficientes tornam a medida inócua, e excessos podem causar fluorose dentária. A interrupção da fluoretação resulta em aumento dos níveis de cárie, especialmente em populações mais vulneráveis.
O Brasil está passando por um grave momento de falta de Ácido Fluossilícico no mercado, consequência do conflito entre EUA e Irã.
A GR Water Solutions estruturou uma cadeia global de suprimento de flúor para atender seus clientes e manter o abastecimento das operações de saneamento durante a crise.
A empresa atende as maiores operações de saneamento do país em 16 estados, presta suporte técnico de dosagem e controle e mantém capacidade de entrega neste período de instabilidade da cadeia. Para operações que precisam garantir a continuidade da fluoretação, a equipe da GR está disponível para uma conversa direta sobre fornecimento e condições.
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