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Como é feita a produção de Ácido Fluossilícico? Processos de obtenção, insumos necessários e a crise de 2026 na produção do principal produto químico utilizado na fluoretação da água em ETA

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    Equipe Água e Efluentes
  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

O ácido fluossilícico (H₂SiF₆) é um líquido incolor, fortemente ácido e corrosivo, reconhecido como o agente fluoretante mais utilizado nas Estações de Tratamento de Água (ETAs) brasileiras. Sua dosagem controlada na água de abastecimento previne a cárie dentária, conforme preconizado pela OMS. A fluoretação em sistemas públicos com ETA é obrigatória no Brasil desde 1974.


PRINCIPAL PROCESSO DE OBTENÇÃO


O H₂SiF₆ não é produzido por síntese dedicada, mas sim como subproduto da fabricação de ácido fosfórico por via úmida, etapa central da indústria de fertilizantes fosfatados. No processo, a rocha fosfática (fluorapatita) é digerida com ácido sulfúrico, liberando ácido fluorídrico (HF) e tetrafluoreto de silício (SiF₄) gasosos, os quais são absorvidos por água  em torres de lavagem, formando uma solução aquosa de H₂SiF₆.


INSUMOS E ORIGEM


Os principais insumos são rocha fosfática, ácido sulfúrico e água. A rocha fosfática é extraída nacionalmente, com destaque para Minas Gerais e Goiás. O ácido sulfúrico é produzido no país, porém o enxofre, sua matéria-prima, é majoritariamente importado, tornando a cadeia vulnerável a oscilações internacionais. A fluorita (CaF₂), utilizada em rotas alternativas, tem produção nacional limitada e é importada principalmente da China e do México.


ROTAS ALTERNATIVAS


Existem rotas menos utilizadas no Brasil, como a síntese direta a partir de ácido fluorídrico e sílica, obtidos da reação da fluorita com ácido sulfúrico a alta temperatura. Contudo, a rota por subproduto domina por aproveitar gases que, de qualquer forma, precisariam ser tratados. Além disso, essa rota também depende do ácido sulfúrico.


CADEIA BRASILEIRA E CRISE DE 2026


A maior parte do ácido fluossilícico produzido pela indústria de fertilizantes nacional é destinada ao tratamento de água. Em 2026, a redução de sua produção, motivada pela alta dos preços internacionais do enxofre e por tensões geopolíticas, gerou alertas de desabastecimento por parte das entidades de saneamento, levando à importação emergencial e à alta de preços. O episódio evidenciou a vulnerabilidade da cadeia e a necessidade de diversificação de fontes e estoques estratégicos.


A GR Water Solutions estruturou uma cadeia global de suprimento de flúor para atender seus clientes e manter o abastecimento das operações de saneamento durante a crise.


A empresa atende as maiores operações de saneamento do país em 16 estados, presta suporte técnico de dosagem e controle e mantém capacidade de entrega neste período de instabilidade da cadeia. Para operações que precisam garantir a continuidade da fluoretação, a equipe da GR está disponível para uma conversa direta sobre fornecimento e condições. 



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