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Decantação e Flotação: Principais diferenças entre os processos no tratamento físico-químico de efluentes industriais

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

O tratamento de efluentes industriais exige a seleção estratégica de processos de separação sólido-líquido. Decantação e flotação são duas operações unitárias fundamentais que diferem em seus mecanismos de ação e aplicações. Compreender suas características é essencial para otimizar a remoção de contaminantes e reduzir custos operacionais.


DECANTAÇÃO


A decantação é um processo baseado na sedimentação por gravidade. O efluente permanece em tanques sem agitação, por tempo suficiente para que as partículas mais densas que a água sedimentem e se acumulem no fundo, onde são removidas.


Em muitos casos, ela é precedida por coagulação e floculação, que desestabilizam partículas coloidais e formam flocos maiores e mais pesados, favorecendo a sedimentação. O tempo de residência costuma variar de acordo com o tipo de efluente e pode ser de algumas horas.


Esse processo é mais indicado para remover sólidos em suspensão com boa densidade, como areia, argila, partículas minerais e matéria orgânica sedimentável. Após coagulação e floculação adequadas, também elimina coloides, cor e turbidez. É uma alternativa eficiente quando o efluente contém elevada fração de sólidos sedimentáveis.


FLOTAÇÃO


A flotação por ar dissolvido (DAF) funciona de forma oposta à decantação. Microbolhas de ar são incorporadas no efluente, aderindo às partículas contaminantes e elevando-as à superfície, onde formam um manto de lodo removido mecanicamente.


Esse processo é mais indicado para remover partículas com densidade próxima à da água ou inferior, que não sedimentam com facilidade. A flotação é rápida, ocorrendo em minutos, o que reduz a área ocupada pelo sistema em relação à decantação. Também costuma ser precedida por coagulação e floculação para aumentar a eficiência de separação.


A flotação apresenta melhor desempenho na remoção de óleos, graxas, sólidos finos de baixa densidade, fibras, algas e surfactantes. Efluentes de frigoríficos, laticínios, indústrias de papel e celulose, têxteis, e de alimentos, frequentemente requerem flotação como etapa primária, pois contêm substâncias hidrofóbicas que não sedimentam naturalmente. 


COAGULANTES E FLOCULANTES


Não existem produtos universalmente melhores para as etapas de coagulação e floculação. Essa escolha depende das características do efluente, e deve ser validada através de jar tests, que simulam as condições reais e ajudam a definir os parâmetros ideais de operação.


Em ambos os processos, normalmente se utilizam coagulantes metálicos à base de ferro e alumínio, como cloreto férrico, sulfato de alumínio e PAC, além de polímeros como auxiliares de floculação, que podem ser catiônicos, aniônicos ou não-iônicos, a depender do processo e da natureza do efluente.


A GR Water Solutions desenvolve e fornece coagulantes e polímeros para tratamento de água e efluentes, com suporte técnico para a otimização dos processos. 


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