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Dois anos após privatização, Sabesp chega ao pico de obras, afirma CEO

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Equipe Água e Efluentes
há 8 horas
2 min de leitura

Fonte: CNN Brasil (seção Infra) | Data de publicação: 10/09/2026


Em entrevista à CNN, Carlos Piani cita modernização e ampliação das ETEs Barueri e Parque Novo Mundo, além de troca e avanço das redes; Guarulhos, segundo maior município do estado, chegará a 70% de tratamento de esgoto no fim de 2026


Pouco mais de dois anos após a privatização, a Sabesp se aproxima do pico de obras civis e de execução. Em entrevista ao Conexão Infra, programa semanal da CNN, o CEO Carlos Piani afirmou que a companhia vive o momento mais intenso de sua agenda de investimentos, com frentes simultâneas de modernização e ampliação da infraestrutura de água e esgoto no estado de São Paulo.


Entre os projetos citados pelo executivo estão a modernização e a ampliação das estações de tratamento de esgoto (ETEs) Barueri e Parque Novo Mundo, duas das maiores unidades operadas pela empresa. As obras devem elevar a capacidade de tratamento, com a média expandida de 16 mil para 22,5 mil litros por segundo — ganho relevante para a qualidade dos corpos hídricos da Região Metropolitana.


O CEO também destacou a troca e o avanço das redes, que sustentam as metas de universalização previstas no Marco Legal do Saneamento. Um dos exemplos é Guarulhos, segundo maior município do estado, que deve chegar a 70% de tratamento de esgoto no fim de 2026. Segundo Piani, até 2018, quando era atendido por um serviço autônomo municipal, o município tinha índice de cobertura bastante inferior ao atual.


"Nosso custo médio de captação é muito reduzido", afirmou o executivo ao comentar a eficiência operacional obtida após a privatização. Questionado sobre a despoluição dos rios Tietê e Pinheiros, Piani ponderou que os avanços já alcançados são importantes, mas insuficientes isoladamente: "Mas, para que eles [os rios] fiquem saudáveis e navegáveis, essas demais áreas precisam avançar", disse, referindo-se à necessidade de que outros municípios e operadores ampliem seus próprios índices de coleta e tratamento.


A declaração reforça a agenda do setor, que debate o ritmo dos investimentos e o cumprimento das metas de saneamento até 2033.

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