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Lítio: A extração e seus desafios frente ao aumento da demanda por baterias

Provavelmente você está lendo este post usando no seu smartphone ou notebook um componente que sai de um local estratégico chamado Triângulo do Lítio. Situado em uma área que envolve nossos vizinhos Argentina, Bolívia e Chile, com aproximadamente 68% dos depósitos mundiais deste mineral, ele é um recurso essencial para a produção de baterias elétricas.


A transição ecológica e a migração para sistemas menos poluentes demanda cada vez mais a produção de baterias que são utilizadas em automóveis, motos, etc. Embora a extração de lítio ofereça oportunidades econômicas significativas para os países da região, também gera debates sobre seu impacto ambiental e social.


A extração do lítio nesta região não é da maneira que estamos acostumados, com as minas subterrâneas e grandes volumes de rocha sendo processada, mas sim na forma de extração de água de poços que a conduzem para grandes lagos rasos chamados salinas que são então evaporados pela ação do sol. O resíduo é uma rica mistura contendo carbonato de lítio (Li2CO3) que é então processado e purificado para o posterior transporte e fabricação das baterias. 



A extração de lítio impulsiona as economias locais, criando empregos e gerando receitas por meio da extração, processamento e das exportações. As nações do Triângulo do Lítio têm a oportunidade de se tornarem líderes na produção de lítio, aumentando sua influência econômica global. Devido a sua importância estratégica, não são poucas as polêmicas envolvendo a influência de potências mundiais na região como EUA e China por exemplo.


Apesar da demanda pelo carbonato de lítio continuar subindo, e algumas estimativas apontam que ela pode crescer 5x até 2030, sua extração requer alguns cuidados, pois para cada tonelada do mineral processado, são necessários aproximadamente 2000 m³ de água extraída. Algumas etapas do processamento ocorrem na própria salina, e demandam produtos químicos como ácido sulfúrico e hidróxido de sódio, que podem também causar infiltrações e contaminação do lençol freático.  


Além disso, a mineração de lítio pode causar danos ambientais significativos, incluindo a degradação do solo e perda de biodiversidade. Esta necessidade de grandes quantidades de água em um ambiente já muito seco pode levar à escassez nestas regiões com estresse hídrico tão impactante. 


A demanda por este metal vai continuar crescendo de maneira acentuada, então é importante que os países estejam preparados em termos de legislação e que as ações de prevenção, mitigação e compensação estejam bem definidas para que estes impactos sejam controlados e os benefícios desta atividade sejam otimizados.


Este post foi patrocinado pela Sanecomfibra, empresa referência em equipamentos para medição de vazão, como Calhas Parshall e Sensor Ultrassônico, Calhas Palmer-Bowlus, Medidores Eletromagnéticos, além de outros. Saiba mais em sanecomfibra.com.br


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Consultoria em Redução de Custos e Reúso Agrícola de Lodos

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