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Saneamento avança no RS, mas meta de 90% até 2033 ainda preocupa

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    Equipe Água e Efluentes
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

Fonte: CNN Brasil | Data de publicação: 17/08/2026


O Rio Grande do Sul tem avançado no saneamento básico, mas o ritmo atual de expansão ainda está muito distante do que determina o Marco Legal do Saneamento. Sancionada em 2020, a legislação estabelece que, até 31 de dezembro de 2033, 99% da população brasileira deve ter acesso à água potável, enquanto 90% precisa contar com coleta e tratamento de esgoto.


De acordo com a reportagem da CNN Brasil, o estado gaúcho precisará triplicar a cobertura atual para alcançar a meta de universalização — um processo que exige investimentos estimados em cerca de R$ 21 bilhões. Os dados do Instituto Trata Brasil revelam a dimensão do desafio: hoje, o Rio Grande do Sul coleta apenas 34,7% do esgoto gerado e trata aproximadamente 25,4% do volume produzido.


A matéria ouviu uma fonte ligada ao setor, que apontou entraves concretos para acelerar as obras: falta de mão de obra, equipamentos e materiais, além de problemas relacionados à transição operacional após a privatização da Corsan. O entrevistado destacou que, nos municípios administrados pela companhia antes da privatização, o atendimento com coleta e tratamento de esgoto era de apenas 19%. Depois de quase três anos e meio de investimentos, esse percentual chegou a cerca de 30% — avanço considerado relevante, mas ainda "muito inferior aos 90%" exigidos até 2033.


O contexto eleitoral e a intensificação dos eventos climáticos extremos também foram citados como fatores que aumentam a incerteza sobre a ampliação da cobertura no estado.


Posicionamento da Corsan


Em nota enviada à CNN, a Corsan afirmou ter "plena consciência da dimensão do desafio de universalizar o saneamento no Rio Grande do Sul até 2033", mas ressaltou a aceleração dos investimentos e das obras desde 2023. Segundo a companhia, a cobertura de esgoto passou de 19% para cerca de 30% em três anos, período em que foram investidos R$ 6 bilhões. A empresa também reconheceu que os eventos climáticos extremos exigiram adaptações nos sistemas de água e esgoto, mas garantiu a intenção de manter o ritmo de expansão: "O desafio agora não é começar a transformação. Ela já está acontecendo."


O cenário, portanto, combina avanços reais e desafios estruturais: enquanto as concessionárias aceleram obras e investimentos, o tempo até 2033 diminui, e a distância entre a cobertura atual e a meta de 90% segue como o principal ponto de atenção para o setor no estado. Notícia completa: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/saneamento-avanca-no-rs-mas-meta-de-90-ate-2033-ainda-preocupa/

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