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Efluente da Indústria de Laticínios -Tratamento Físico-Químico e Jar Test

  • há 10 horas
  • 2 min de leitura

Características e Impactos Ambientais 


Os efluentes da indústria de laticínios, compostos por águas de lavagem, soro e restos de leite, são caracterizados por sua elevada carga orgânica. Eles contêm grandes concentrações de proteínas, carboidratos (especialmente lactose), gorduras e nutrientes (nitrogênio e fósforo). Se lançados in natura em rios ou lagos, a rápida biodegradação desses compostos consome o oxigênio dissolvido da água. Esse cenário gera condições anaeróbias, resultando na mortandade de peixes, emissão de gases de odor desagradável e eutrofização, inviabilizando múltiplos usos do recurso hídrico.


Processos Físico-Químicos Utilizados 


Neste setor industrial, a etapa físico-química atua como um tratamento primário indispensável. Os processos mais empregados envolvem a coagulação, a floculação e a flotação por ar dissolvido (DAF). A adição de reagentes químicos, como sulfato de alumínio, cloreto férrico ou PAC (Policloreto de Alumínio) desestabiliza as emulsões de gordura e as proteínas presentes na água. Em seguida, polímeros são adicionados para aglomerar essas partículas em flocos maiores. Por fim, devido à leveza das gorduras lácteas, injeta-se ar para que as bolhas levem os flocos à superfície (flotação), separando o lodo do efluente clarificado.


A Importância do Jar Test e o Ajuste de pH 


Para que a separação dos contaminantes ocorra de forma eficiente, a química da água deve estar equilibrada. É nesse ponto que o Jar Test (Teste de Jarros) se torna indispensável. Ele simula o processo de coagulação e floculação em escala de bancada, permitindo aos operadores determinar a dosagem exata de cada produto químico.

Além disso, efluentes lácteos sofrem variações severas de pH diariamente, devido às rotinas de limpeza dos equipamentos (limpezas ácidas e alcalinas). Um pH fora da faixa ideal inibe a ação do coagulante e impede a formação do floco. O Jar Test possibilita encontrar o ponto ótimo de pH para a reação, evitando o desperdício dispendioso de reagentes e garantindo que o efluente atinja os padrões exigidos para seguir ao tratamento biológico posterior.


Etapas Complementares do Tratamento 


Para garantir a depuração total, o físico-químico exige etapas conjuntas:

  • Preliminar: Remoção de sólidos grosseiros e areia (gradeamento e peneiras).

  • Biológico: Degradação da matéria orgânica dissolvida (DBO/DQO), combinando reatores anaeróbios (ex: UASB) e aeróbios (ex: lodos ativados).

  • Desaguamento: Redução do volume de lodo gerado no processo.

  • Terciário (Opcional): Filtração avançada e desinfecção para reúso industrial da água.


Clique AQUI e assista ao vídeo mostra um Jart Test realizado com o efluente de uma indústria de laticínios, para a otimização da dosagem dos produtos no tratamento físico-químico. Foi utilizada Cal Hidratada para ajuste de pH, o Coagulante AD 05 e o Floculante GR Poli Aniônico, ambos fabricados pela GR Water Solutions.


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