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Leito Misto: importância e funcionamento na desmineralização de água

Atualizado: 30 de abr.

A desmineralização é o processo de remoção de impurezas iônicas dissolvidas da água. Um dos processos mais utilizados é a troca iônica. Este tratamento consiste em uma operação em série com cada tipo de resina em um vaso específico ou em leito comum dependendo das condições e requisitos do processo.


Os sistemas atuais mais utilizados possuem uma cadeia primária, que consiste de um vaso com o leito catiônico seguido de um vaso com o leito aniônico. A água sai desse leito aniônico geralmente já com uma condutividade muito baixa. Porém em aplicações mais exigentes, como geração de vapor, é necessário um polimento adicional. E aí então se utiliza o leito misto como última etapa.  


Nesses vasos, resinas catiônicas de ácido forte e resinas aniônicas de base forte são completamente misturadas para formar um leito homogêneo. As resinas misturadas permitem a remoção de quantidades muito pequenas de íons. As reações químicas nas unidades de leito misto são as mesmas que nas unidades individuais de troca catiônica e aniônica.


Por estar em uma etapa posterior da cadeia primária, já recebendo uma água com menos quantidade de minerais, as regenerações no leito misto geralmente ocorrem com menos frequência do que as regenerações das cadeias primárias.


A regeneração das resinas de leito misto é uma etapa delicada e interessante, visto que são aplicadas soluções de ácido sulfúrico ou clorídrico para regenerar a resina catiônica e hidróxido de sódio para regenerar a resina aniônica. Abaixo apresentamos o processo de regeneração do leito misto quando este está saturado (ilustrada na imagem):



1 - Uma característica chave dos leitos mistos é que a densidade das resinas catiônicas deve ser relativamente maior que a resina aniônica. Então a primeira etapa da regeneração é a separação das resinas, que pode ocorrer no próprio leito. Esta etapa é onde ocorre a fluidização, que consiste em bombear água numa velocidade ajustada, com sentido ascendente, de modo  que a resina catiônica fique na metade inferior e a aniônica na metade superior do leito. O processo de separação se comprova através de um visor na metade do vaso. 


2 - Estes vasos possuem um coletor projetado para estar na divisa entre as resinas. Numa primeira etapa ele serve para coletar o ácido que regenerou a resina catiônica e na segunda etapa ele recebe o hidróxido que regenerou a resina aniônica. O processo é cuidadosamente operado através de válvulas externas. Entre cada regeneração, água desmineralizada faz a lavagem completa do leito.


3 - Na última etapa um forte jato de ar comprimido é injetado no fundo do leito, fazendo com que as resinas regeneradas se misturem novamente. 


O leito então está pronto para continuar produzindo água desmineralizada.


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